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Orquídeas no inverno: cuidados na estação fria
No inverno, o substrato seca mais devagar e a planta pede menos água — não mais atenção, menos. É também a estação que costuma disparar nova floração.
O inverno costuma gerar mais dúvida do que o verão em quem cuida de orquídea, mas na prática pede menos ajuste. A temperatura de casa — entre 18°C e 28°C — segue confortável para as espécies mais comuns, mesmo nos dias mais frios do ano em grande parte do Brasil. O que muda é sutil, e vale conhecer para não regar demais.
Menos água, não mais
Com o ar mais seco e frio, alguns instintos levam a regar mais no inverno — o oposto do que a planta precisa. O substrato demora mais para secar quando está frio, então o intervalo entre regas costuma esticar, podendo passar dos dez dias. A regra de sempre continua valendo: checar antes de regar, nunca por calendário fixo.
Janelas frias à noite
Em noites muito frias, o vidro da janela esfria bastante e pode baixar a temperatura ao redor da planta mais do que o resto do ambiente. Se a orquídea fica encostada no vidro, vale afastar alguns centímetros nas noites mais frias, mantendo a proximidade com a luz durante o dia.
Aquecedores e ar seco
Aquecedores a ar, comuns em casas mais frias, ressecam o ambiente rapidamente e podem acelerar a perda de água das folhas. Evitar posicionar a planta bem próxima da saída de ar quente evita esse ressecamento extra, do mesmo jeito que se evita a saída direta do ar-condicionado no verão.
Um bom momento para florescer
A queda de temperatura noturna típica do inverno funciona como gatilho natural de floração para várias orquídeas, incluindo a Phalaenopsis — não é incomum uma planta que passou meses sem florescer voltar a emitir uma nova haste justamente nessa época. Se isso acontecer, é sinal de que o ciclo está seguindo normalmente, não uma coincidência.
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