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Guia péta.la

A arte de encontraro lugar certo.

Um guia para combinar sua orquídea com a casa — e aprender a cuidar dela, mesmo depois que as flores se despedem.

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Como acomodar a planta no vaso

A orquídea chega no seu vaso de cultivo, com furos. O vaso péta.la é o cachepot: a peça que fica em volta.

Não transplante. Coloque a orquídea, ainda no vaso plástico de cultivo, dentro do vaso de cerâmica. Assim as raízes continuam ventiladas e a água de rega escoa.

Se o vaso de cultivo ficar afundado demais, apoie-o sobre uma camada de argila expandida ou cascas — a planta deve ficar com a borda um pouco acima da borda do cachepot.

Depois de regar, deixe escorrer e volte a planta para o cachepot. Água parada no fundo é a causa mais comum de raízes apodrecidas.

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Como escolher um lugar adequado

Luz clara e indireta é o que a maioria das orquídeas de casa pede. O resto é ajuste fino.

Procure um ponto perto de uma janela, onde a planta receba claridade a maior parte do dia sem sol direto nas horas quentes. Folhas verde-médio indicam luz boa; verde muito escuro, pouca luz; amarelado ou manchas secas, sol demais.

Evite correntes de ar-condicionado direto, o topo da geladeira e o vapor do fogão. Temperatura de casa, entre 18 e 28 °C, costuma ser confortável para Phalaenopsis e Oncidium.

O guia por ambiente (sala, cozinha, lavabo, negócio) sugere onde a planta vive bem. Um lavabo sem janela é lugar de visita, não de morada: leve a orquídea para lá por alguns dias e devolva à luz.

  • Phalaenopsis — luz indireta clara; tolera menos luz que as outras.
  • Oncidium — mais claridade; aprecia manhã de sol suave.
  • Cattleya — a mais exigente em luz; sol filtrado por várias horas.

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Como observar as necessidades da planta

Regar por observação, não por calendário. Cada espécie sinaliza de um jeito.

Phalaenopsis: regue quando o substrato estiver quase seco e as raízes prateadas — em casa, isso costuma acontecer a cada 7 a 10 dias. Molhe bem, deixe escoar, e nunca deixe água acumulada na coroa (o centro entre as folhas).

Oncidium e Wilsonara: têm pseudobulbos que armazenam água. Regue quando o substrato secar; pseudobulbos muito enrugados indicam falta de água, mas um leve enrugamento é normal. Preferem um pouco mais de umidade no ar.

Cattleya: deixe o substrato secar completamente entre as regas. Prefira errar por menos água, não por excesso. Raízes gordas e esbranquiçadas com pontas verdes são sinal de saúde.

Adubação é opcional para quem quer ir além: um adubo para orquídeas, diluído na metade da dose, uma vez por mês, fora do período de floração.

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O que fazer depois da floração

As flores se despedem; a planta continua. Com paciência, ela floresce de novo.

Phalaenopsis: quando a última flor cair, corte a haste acima do segundo ou terceiro nó a partir da base — muitas vezes surge uma nova ramificação. Se a haste secar por inteiro, corte na base. A próxima floração costuma vir com a queda de temperatura noturna, meses depois.

Oncidium e Wilsonara: a haste não refloresce. Corte na base quando secar. A planta forma um novo pseudobulbo e, dele, a próxima haste — um ciclo de vários meses.

Cattleya: corte a haste seca junto à bainha. Floresce em geral uma vez por ano, a partir do pseudobulbo mais novo.

Enquanto isso, o vaso não fica vazio: nas próximas entregas chega uma nova composição em flor. A planta anterior pode seguir em outro canto da casa, ou num vaso simples, até reflorescer.

Estas orientações são gerais para cultivo em casa. O cartão que acompanha cada entrega traz o detalhe da planta que você recebeu: espécie, estágio das flores e o cuidado específico daquele exemplar.

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